Quero minha paz!
Posted by nightshade at 03:21 AM on October 19, 2004.
O problema da política é prometer metas inalcançáveis sem explicar como atingi-la, esquecendo de especificar, especialmente, com que recursos. Vejam o caso do nordeste brasileiro. É por isso que qualquer candidato que se declare "a estrela do Pará", ou que fique 24 horas buzinando um jingle enlouquecedor, desrespeitando, inclusive, o horário de sono de seus "eleitores", é digno somente de desconfiança.
Antigamente, nos EUA, as eleições seguiam o seguinte esquema: No período entre a candidatura dos interessados e as eleições, não havia propaganda política. O máximo - e ideal - era a apresentação das propostas de cada candidato antes do momento de votação. E isso, durante apenas o período de meia hora. Mais do que isso - como acontece hoje - seria deixar tempo para discussões desnecessárias e outras balelas, como as famosas artimanhas de beijar criancinhas - que hoje em dia seria prontamente substituída por uma imagem do candidato nas baixadas junto de "seu" povo. Pena que esse processo se corrompeu com o passar dos anos. Estudo jornalismo e conheço pessoas que trabalham em assessoria... as coisas que acontecem....é cada uma.
Quem dera tivesse sido apenas o processo eleitoral a se degradar. Até mesmo o respeito ao próximo está "fora de moda" hoje em dia. É um absurdo a altura do volume de certos sons de carros, alguns verdadeiros tupinambás, ligados por certos desocupados. Veja bem, não estou me referindo aqueles que, depois de uma merecida semana de labor, saem para relaxar com os amigos, e sim, dos que gostam de cheirar bosta. Os detridos e poluição do canal da Doca parecem atrair essas pessoas. Talvez para elas esse odor não seja odor, e sim aroma. Essa é a única explicação para um ser humano passar a noite toda perto de um valão. Tudo bem que é um valão "mais limpinho", que virou até ponto turístico, ainda assim, nem isso justifica. Afinal de contas, existem tantos outros lugares para se encontrar para conversar.
Talvez seja esse o diferencial: conversar. Pois, nessas "reuniões" no PDV, fazem de TUDO - fumam beck, bebem, se comem dentro dos carros, etc - MENOS conversar. Mesmo porque, a execução de uma boa conversar é impraticável perto dos ensurdecedores auto-falante dos carros.
Amo música e respeito todos os gêneros, inclusive o brega, ritmo tão "paraense", segundo muitos. O amor à música, porém, não exime ninguém das regras da civilidade. Para viver em sociedade é preciso respeito. Que escutem suas músicas, mas que NÃO obriguem os moradores de três quarteirões a ouvi-las também.
Em todo caso, na contra mão do desarmamento, a compra de uma escopeta de longo alcance deveria ser liberada à cada cidadão, para o único propósito de acertar o tanque do carro cujo som estiver lhe incomodando, já que a SEMA não dá jeito. No caso dos mais bonzinhos, sugiro que mirem apenas nas caixas de som, ainda que o sentimento de justiça, de liberdade, de poder dormir, estudar, e viver, em paz não seja tão recompensador quanto o da primeira hipótese.
PS- Claro que existe sempre a possibilidade de seguir o "perturbador da paz" até sua casa, mas isso demora, pois, como disse anteriormente, eles ficam a noite inteira com o som ligado. Para os perseverantes que conseguirem, levem seu próprio som, e liguem durante o período da manhã, que é quando eles dormem, já que são desocupados. Vamos ver se eles gostam do remédio. Mas uma vez, em todo caso, existe sempre a escopeta...
Antigamente, nos EUA, as eleições seguiam o seguinte esquema: No período entre a candidatura dos interessados e as eleições, não havia propaganda política. O máximo - e ideal - era a apresentação das propostas de cada candidato antes do momento de votação. E isso, durante apenas o período de meia hora. Mais do que isso - como acontece hoje - seria deixar tempo para discussões desnecessárias e outras balelas, como as famosas artimanhas de beijar criancinhas - que hoje em dia seria prontamente substituída por uma imagem do candidato nas baixadas junto de "seu" povo. Pena que esse processo se corrompeu com o passar dos anos. Estudo jornalismo e conheço pessoas que trabalham em assessoria... as coisas que acontecem....é cada uma.
Quem dera tivesse sido apenas o processo eleitoral a se degradar. Até mesmo o respeito ao próximo está "fora de moda" hoje em dia. É um absurdo a altura do volume de certos sons de carros, alguns verdadeiros tupinambás, ligados por certos desocupados. Veja bem, não estou me referindo aqueles que, depois de uma merecida semana de labor, saem para relaxar com os amigos, e sim, dos que gostam de cheirar bosta. Os detridos e poluição do canal da Doca parecem atrair essas pessoas. Talvez para elas esse odor não seja odor, e sim aroma. Essa é a única explicação para um ser humano passar a noite toda perto de um valão. Tudo bem que é um valão "mais limpinho", que virou até ponto turístico, ainda assim, nem isso justifica. Afinal de contas, existem tantos outros lugares para se encontrar para conversar.
Talvez seja esse o diferencial: conversar. Pois, nessas "reuniões" no PDV, fazem de TUDO - fumam beck, bebem, se comem dentro dos carros, etc - MENOS conversar. Mesmo porque, a execução de uma boa conversar é impraticável perto dos ensurdecedores auto-falante dos carros.
Amo música e respeito todos os gêneros, inclusive o brega, ritmo tão "paraense", segundo muitos. O amor à música, porém, não exime ninguém das regras da civilidade. Para viver em sociedade é preciso respeito. Que escutem suas músicas, mas que NÃO obriguem os moradores de três quarteirões a ouvi-las também.
Em todo caso, na contra mão do desarmamento, a compra de uma escopeta de longo alcance deveria ser liberada à cada cidadão, para o único propósito de acertar o tanque do carro cujo som estiver lhe incomodando, já que a SEMA não dá jeito. No caso dos mais bonzinhos, sugiro que mirem apenas nas caixas de som, ainda que o sentimento de justiça, de liberdade, de poder dormir, estudar, e viver, em paz não seja tão recompensador quanto o da primeira hipótese.
PS- Claro que existe sempre a possibilidade de seguir o "perturbador da paz" até sua casa, mas isso demora, pois, como disse anteriormente, eles ficam a noite inteira com o som ligado. Para os perseverantes que conseguirem, levem seu próprio som, e liguem durante o período da manhã, que é quando eles dormem, já que são desocupados. Vamos ver se eles gostam do remédio. Mas uma vez, em todo caso, existe sempre a escopeta...